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Justiça Eleitoral do Tocantins reúne forças de segurança para planejar Eleições 2026

Encontro definiu integração entre órgãos para prevenir conflitos e reforçar a segurança em áreas de atenção durante o pleito

CAPA SITE Reunião Segurança das Eleições 2026 - Fotos Carlos Eller TRE-TO (36) copiar

O planejamento da segurança para as Eleições 2026 entrou em uma nova etapa. Representantes das principais forças de segurança do Estado se reuniram nesta segunda-feira, 10, no plenário do Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO), para definir como as instituições vão atuar de forma integrada durante o período eleitoral. A estratégia considera desde a prevenção de conflitos durante a campanha até a segurança de locais de votação e o transporte de urnas.

A reunião, conduzida pelo juiz Jocy Gomes de Almeida, presidente da Comissão Permanente de Segurança da Justiça Eleitoral do Tocantins, reuniu representantes da Polícia Militar (PM-TO), Polícia Civil (PC-TO), Polícia Federal (PF) e Polícia Rodoviária Federal (PRF), além do Corpo de Bombeiros Militar (CBM-TO), Guarda Metropolitana de Palmas (GMP), Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e Secretaria da Segurança Pública (SSP-TO). O objetivo é cruzar os planejamentos de cada órgão e antecipar situações que possam comprometer a segurança do processo eleitoral.

Do TRE-TO, participaram também o diretor-geral, José Machado dos Santos; a secretária de Gestão de Pessoas (SGP), Ana Cecília Machado Catapan; o secretário de Tecnologia da Informação (STI), Valdenir Borges Junior; o secretário Judiciário e Gestão da Informação (SJI), Vick Mature Aglantzakis; o secretário de Administração e Orçamento (Sador), Teodomiro Fernandes Amorim; e a coordenadora jurídico-administrativa da Corregedoria Regional Eleitoral (CRE-TO), Roberta Martins Soares Maciel Ismael.

Atuação conjunta

Para o juiz Jocy Gomes de Almeida, a integração precisa respeitar a autonomia de cada instituição, mas também garantir que as forças consigam atuar conjuntamente quando necessário.

“Nós precisamos respeitar a independência das instituições parceiras e as instituições parceiras trazerem, dentro dessa perspectiva, o que necessitam das outras instituições para que possa haver essa interação e dar maior capacidade para as forças de segurança atuarem de forma integrada”, afirmou.

A ideia é que cada órgão apresente informações sobre efetivo, veículos, áreas de atuação e necessidades específicas. Com esses dados, o TRE-TO pretende evitar a concentração excessiva de equipes em determinados pontos enquanto outros ficam com cobertura insuficiente.

“O planejamento deve ser integrado, tratando a Secretaria de Segurança Pública como unidade que está à frente nesse processo, para reunir todas as forças, para que não haja uma sobreforça em determinados locais e nem menos forças em outros locais”, explicou o policial judicial do TRE-TO Alexandre da Silva Santos, durante a apresentação do planejamento.

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Levantamento

O planejamento leva em conta também o que aconteceu em eleições anteriores. O levantamento apresentado pelo TRE-TO reúne registros de ameaças, confrontos, quebra do sigilo do voto, compra de votos, boca de urna e conflitos relacionados a atos de campanha. A intenção é usar essas ocorrências para identificar locais que merecem atenção especial em 2026.

As áreas indígenas estão entre os pontos que exigem maior preparação. O Tocantins possui 27 locais de votação em aldeias indígenas e nove em áreas quilombolas. Dos 33 juízes eleitorais consultados pelo Tribunal, 24 apontaram necessidade de escolta das urnas tanto na véspera quanto no dia da eleição.

O TRE-TO também aprovou a requisição de Força Federal para cinco zonas eleitorais, abrangendo sete municípios e 16 locais de votação. O pedido ainda depende de análise do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

GSI

Outra medida em preparação é o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) das Eleições 2026, que terá representantes das forças de segurança. A estrutura deverá facilitar a troca de informações e permitir uma resposta mais rápida diante de situações que exijam atuação conjunta.

A integração também deverá alcançar as áreas de inteligência dos órgãos. A proposta é antecipar informações sobre possíveis riscos e permitir que o Tribunal e as forças de segurança estejam preparados antes que eventuais problemas ocorram.

O planejamento ainda considera uma particularidade do dia da votação: em 2026, o eleitor escolherá seis cargos. O tempo maior de votação pode provocar filas e fazer com que ainda haja eleitores aguardando para votar depois das 17h. Por isso, a permanência das equipes de segurança nos locais deverá levar em conta a possibilidade de a votação continuar após esse horário.

A próxima etapa está prevista para setembro, quando as instituições deverão apresentar seus planos de atuação. A partir daí, o TRE-TO deverá consolidar as estratégias e ajustar a operação para o primeiro turno das Eleições 2026.

Objetivos Estratégicos
7 - Aperfeiçoar mecanismos de gestão do processo eleitoral
8 - Aperfeiçoar mecanismos de governança

Texto: Guilherme Paganotto (Ascom/TRE-TO)
Fotos: Carlos Eller (Ascom/TRE-TO)

#ParaTodosVerem: Fotografia mostra a reunião no plenário do Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO). Ao fundo, o juiz Jocy e o policial judicial Alexandre estão sentados à mesa, à frente do plenário, durante a apresentação. À frente deles, representantes de diferentes instituições acompanham o encontro sentados nas cadeiras. Ao fundo, estão a bancada do plenário, bandeiras e equipamentos de transmissão. 

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