Programação vespertina do 2º Seminário Científico da EJE aborda participação social no planejamento urbano e tecnologia de integridade para registros de servidores

Duas pesquisas acadêmicas foram apresentadas no período da tarde.

A imagem mostra um auditório durante uma apresentação acadêmica. No palco, uma mulher veste blus...

Mais duas apresentações reforçaram a importância da pesquisa científica na tarde desta quinta-feira, 26. A programação do 2º Seminário Científico da Escola Judiciária Eleitoral, realizado no auditório da sede do Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO), continuou pelo período vespertino, abordando trabalhos sobre a participação social no contexto do planejamento urbano e a implementação de back-end de serviço de registro de movimentações funcionais.

O seminário, com o tema “Do Mestrado/Doutorado à Prática: Construindo Conhecimento e Inovação”, reuniu servidoras, servidores, colaboradoras e colaboradores para prestigiar a pesquisa e o trabalho acadêmico dos colegas da Justiça Eleitoral do Tocantins.

1/ Galeria de imagens

Participação social e o planejamento urbano

A oficial do gabinete da Presidência, doutora Maria da Vitória Costa e Silva, apresentou o trabalho “A Participação Popular e Social: uma Análise sob a Perspectiva do Planejamento Urbano em Palmas - TO (Brasil)”.

Neste trabalho, a servidora falou sobre a apropriação do espaço urbano pelo capital, a especulação imobiliária, que expulsa a população de baixa renda para as zonas periféricas da cidade, locais sem infraestrutura básica à vida com dignidade. Dessa forma, problematizou a incapacidade do Plano Diretor em atender aos interesses da comunidade local.

“Hoje temos uma capital altamente cara, os serviços em Palmas são caríssimos, a moradia, a alimentação”, disse Maria da Vitória. “E, no centro urbano existem muitos lotes vazios, em decorrência da especulação imobiliária, e isso tem participação do poder público, em conjunto com a iniciativa privada”.

Em sua tese, a servidora procurou responder de que forma a aplicação de uma agenda popular pelo direito à cidade, orientada nos planos de bairro, pode transformar o desenvolvimento urbano em Palmas, fortalecendo a gestão democrática para tornar eficaz o Plano Diretor.

“Existem alternativas que as próprias comunidades desenvolvem e que podem contribuir com as políticas de planejamento urbano. Por exemplo, os projetos do TRE-TO voltados à população, como o Agentes da Democracia e os programas de inclusão sociopolítica. Tudo isso está dentro dessas alternativas que emergem da sociedade como resposta. Por que emergem? Porque os gestores públicos falharam na tarefa de trazer a população para esse debate”, explicou Maria da Vitória.

A servidora trabalhou com a hipótese de que, se houver uma participação efetiva, por meio de um planejamento urbano territorializado, onde as comunidades participem de fato de todo o processo, existiria um planejamento urbano sustentável em Palmas.

Back-end de serviço de registro de movimentações funcionais

Trazendo mais tecnologia para o palco, para encerrar o seminário, o assistente da Seção de Redes e Segurança de Computadores (Seres), mestre Marcelo Ribeiro de Oliveira, apresentou o trabalho “Protótipo de ‘Back-End’ do Sistema de Provisão de Persistência de Registros Funcionais e Visualização Estruturada em Wikidata, no Contexto do Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins: uma Validação Conceitual por  Estudo de Caso Instrumental”.

Entre os problemas trazidos para o trabalho, estava a preservação e auditoria de registros de movimentação funcional no setor público brasileiro ao longo do tempo. “Como servidor público, você tem uma vida funcional. Essa vida funcional é marcada por registros nos sistemas que vão armazenando ela, desde a admissão, afastamentos, licenças, requisições e retorno. Isso é um rastro funcional em sua carreira e esse rastro é armazenado em muitos sistemas”, explicou o servidor.

Ele esclareceu que isso pode se tornar uma ameaça, principalmente quando o tempo passar. “Se daqui 20 anos outros servidores tomarem posse e não forem pessoas íntegras, nossos dados estarão expostos e sujeitos à alterações que podem acarretar problemas”, disse Marcelo Ribeiro.

Dessa forma, os resultados do trabalho focaram na criação de um ecossistema tecnológico para garantir a integridade e a transparência dos registros de servidores do TRE-TO, desenvolvendo um protótipo funcional (back-end).

O TRE-TO foi favorável ao projeto, destacando que ele oferece uma tecnologia de vanguarda para a gravação e acesso aos registros dos servidores, mas sugeriu algumas adaptações técnicas

O servidor, em seu trabalho, demonstrou que a solução impacta diretamente os objetivos estratégicos do Tribunal, especialmente no que diz respeito ao aprimoramento da transparência pública, governança de dados e transformação digital.

1º seminário

O 1º Seminário Científico da Escola Judiciária Eleitoral aconteceu em outubro de 2025 e trouxe trabalhos diversos, como a acessibilidade e cidadania nas urnas, o direito ao voto dos presos provisórios, a participação feminina e o atendimento virtual da Justiça Eleitoral do Tocantins.

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Objetivos Estratégicos:

8- Aperfeiçoar mecanismos de governança

9- Aperfeiçoar a governança e a gestão de pessoas

11- Prover transformação digital e inovações tecnológicas

Texto: Lanne Hadassa (Ascom/TRE-TO)

Fotos: Carlos Eller (Ascom/TRE-TO)

#ParaTodosVerem: A imagem mostra um auditório durante uma apresentação acadêmica. No palco, uma mulher veste blusa laranja e fala ao público atrás de um púlpito transparente com brasão institucional. Ao fundo, um telão exibe um slide de apresentação do 2º Seminário Científico da EJE/TO, com o tema “A Participação Popular e Social”. À frente do palco, há um monitor exibindo um intérprete de Libras, garantindo acessibilidade ao evento. Na plateia, várias pessoas estão sentadas em cadeiras estofadas, assistindo atentamente à exposição.

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Endereço e telefones do tribunal.

Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins


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