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21º encontro do "60 Minutos: TRE-TO Socializando Conhecimentos" aborda o autoengano e explora as raízes do comportamento defensivo

Apresentação foi da psicóloga do Napsi, Ester Borges.

A imagem mostra uma reunião virtual realizada em uma plataforma de videoconferência, com diverso...

A 21ª edição do "Programa 60 Minutos: TRE-TO Socializando Conhecimentos" reuniu mais de 140 pessoas da Justiça Eleitoral do Tocantins. Realizado na tarde desta quinta-feira, 28, de forma online, o encontro foi uma palestra reflexiva com o tema "Enganada(o), Eu?".

A apresentação foi conduzida pela psicóloga do Núcleo de Atendimento Psicossocial (Napsi) do Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO), Ester Borges. Falando sobre o autoengano, ela explorou as raízes do comportamento defensivo e estratégicas para promover a autonomia e a saúde mental.

O que gera o autoengano

Dando início à apresentação, Ester Borges esclareceu que o autoengano é uma estratégia de sobrevivência, não algo deliberado e nem falha moral, mas uma lente comportamental através da qual observamos a vida e as relações. Utilizando uma metáfora visual de uma árvore, ela ilustrou que o processo de engano possui raízes profundas, frequentemente originadas pelo medo e pelo desamparo aprendido.

Ester explicou que o desespero aprendido é uma condição em que o indivíduo, exposto de forma prolongada a estímulos invalidantes ou punitivos, desenvolve uma desvalorização de si mesmo. Isso faz com que a pessoa desista de buscar respostas positivas e assuma uma postura passiva e letárgica, mesmo em ambientes seguros.

Manifestações

As raízes do autoengano começam com o medo, que gera o desamparo aprendido e isso leva a um tronco de esquiva e fuga, enquanto os frutos manifestam-se através de comportamentos como hipersensibilidade à crítica, onde um estímulo pequeno pode gerar uma reação desproporcional, além de hipervigilância e rigidez intelectual.

Como estratégia de sobrevivência, o indivíduo que pratica o autoengano cria "autorregras" e uma armadura comportamental para evitar a dor de sentir-se insuficiente. Essa rigidez mental faz com que a pessoa defenda sua identidade e não o fato em si, gerando reações defensivas intensas diante de qualquer crítica percebida como ameaça.

A psicóloga alertou que o autoengano reorganiza as contingências, levando a percepções distorcidas de eventos e pessoas. No ambiente de trabalho, isso pode gerar um ciclo de rigidez onde o feedback é interpretado como ataque pessoal. Dessa forma, esse tipo de comportamento defensivo acaba sendo reforçado negativamente, pois mantém o indivíduo preso ao autoengano para se proteger de uma suposta rejeição.

Ela destacou também que esse padrão de comportamento contribui para o surgimento do burnout e para a criação de "doenças de estimação", em que o indivíduo mantém um estado de adoecimento como forma de obter atenção ou evitar o confronto com a realidade de sua identidade.

Rompendo o ciclo

Como formas de superação, Ester disse que é necessário reconhecer os próprios sentimentos e identificar quando as reações são desproporcionais às situações vividas. Segundo ela, romper padrões automáticos exige aceitar o desconforto, permitir-se ser vulnerável e questionar a própria conversa interna, agindo com base em valores e não apenas na busca por alívio imediato. Ester também ressaltou a importância de restabelecer a percepção de controle por meio de pequenas ações, diálogos genuínos e respostas de baixa dificuldade, fortalecendo a autonomia e reduzindo o medo de discordar.

Para prática diária, ela apresentou a autoavaliação como ferramenta essencial para sair da passividade, incentivando o reconhecimento do próprio esforço mesmo em tarefas simples. Entre os pilares para fortalecer a autonomia e a autoconsciência, Ester apontou a autocompaixão, a segurança psicológica e o entendimento de que o valor pessoal não deve depender de resultados externos, mas da essência de cada indivíduo.

Ao concluir a palestra, a psicóloga reforçou que o autoengano é um companheiro constante que deve ser reconhecido, não necessariamente eliminado permanentemente, mas que os frutos de uma autoconsciência fortalecida incluem regulação emocional, resiliência, flexibilidade intelectual e relações genuínas.

Cronograma 60 Minutos

O próximo episódio do programa acontecerá no dia 11 de junho. A cada evento, uma unidade do TRE-TO apresenta um tema referente ao trabalho que faz na Justiça Eleitoral do Tocantins e, dessa forma, os demais integrantes aprofundam seus conhecimentos e entendem mais sobre as funções de cada setor.

A iniciativa foi idealizada pela Coede e os encontros contemplam as diretrizes dos eixos prioritários Integridade, Conformidade e Produtividade, fundamentados pelo Programa de Gestão 2025-2027. O programa também está alinhado com a Estratégia Nacional do Poder Judiciário e com as diretrizes do TSE.

Objetivo Estratégico:

9- Aperfeiçoar a governança e a gestão de pessoas

Ascom/TRE-TO

#ParaTodosVerem: A imagem mostra uma reunião virtual realizada em uma plataforma de videoconferência, com diversos participantes acompanhando uma apresentação online. No centro da tela está sendo exibido um slide com a ilustração de uma árvore simbólica, utilizada para explicar conceitos relacionados à autonomia, autocompaixão, segurança psicológica e vulnerabilidade segura. À direita da tela aparecem as janelas dos participantes da reunião, incluindo a palestrante Ester Borges de Lima Dias, que está falando no momento, além de outros participantes com câmeras ligadas ou apenas com iniciais exibidas. Na parte inferior da interface estão os controles da videoconferência, como microfone, câmera e encerramento da chamada.

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