Estudantes aprendem sobre a importância do voto na prática com apoio da Justiça Eleitoral do Tocantins

Iniciativa do programa “Agentes da Democracia” uniu palestra e eleição simulada com urna eletrônica em escola de Palmas

Agentes da Democracia Colegio São Francisco

Aprender sobre democracia na prática, com direito a urna eletrônica, votação e escolha de representantes. Foi assim que estudantes do Centro Educacional São Francisco de Assis (Cesfa), em Palmas, vivenciaram uma experiência diferente dentro da escola, nesta quarta-feira, 25. A ação, promovida pela Escola Judiciária Eleitoral (EJE-TO), integra o programa permanente “Agentes da Democracia” e levou às alunas e alunos uma imersão no funcionamento real de uma eleição.

O primeiro passo foi entender o papel da eleitora e do eleitor. A palestra foi conduzida pelo assessor da Corregedoria Regional Eleitoral (CRE-TO), Guilherme Aires Loureiro, que conversou diretamente com os estudantes sobre a importância da participação dos jovens na democracia, especialmente em tempos de desinformação. Ele explicou que, mesmo sendo facultativo para quem tem entre 16 e 17 anos, o voto tem impacto direto na sociedade. “Mesmo quando o voto não é obrigatório, ele faz diferença. Quando você não escolhe, alguém escolhe por você”, destacou. 

O palestrante também orientou sobre a emissão do título eleitoral, possível a partir dos 15 anos, e incentivou os alunos a atuarem como multiplicadores de informações confiáveis, ajudando a combater as fake news no dia a dia.

1/ Galeria de imagens

Jogo que ensina cidadania

Com o conteúdo apresentado, os estudantes partiram para a prática de forma leve e divertida. Após a palestra, participaram do “Jogo do Eleitor”, conduzido pela assistente da EJE-TO, Juliana Marques dos Santos Bringel. Em um tabuleiro cheio de perguntas e situações do cotidiano eleitoral, os alunos aprenderam, na prática, sobre regras, direitos e deveres dentro de uma eleição.

A dinâmica envolveu acertos, erros e muita torcida. Quem respondia corretamente avançava casas, enquanto atitudes consideradas inadequadas faziam o grupo recuar. Cartas bônus também entravam na brincadeira, premiando comportamentos éticos de eleitores e candidatos. Com isso, o aprendizado ganhou ritmo, interação e ficou mais próximo da realidade vivida fora da sala de aula.

Aprendizado na prática

Depois do jogo, chegou o momento mais esperado: votar. Ao todo, foram disponibilizadas seis urnas eletrônicas, distribuídas entre as três séries do ensino médio, com turmas A e B. Em cada turma, foram escolhidos representantes para quatro funções: representante de sala, coordenador de estudos, coordenador de religião e coordenador de esportes.

A própria organização da eleição contou com o envolvimento dos estudantes. Quinze alunos atuaram como mesárias e mesários e receberam orientações sobre como se portar durante o processo, assumindo um papel importante na condução da votação. 

Experiência que marca

A experiência deixou impressões positivas entre os estudantes. O primeiro a votar foi Bernardo Franco Ferrari Trindade, de 15 anos, da turma 1º A. “Foi legal, achei bem fácil e curti o barulho que a urna faz”, comentou.

Para Ana Luiza Fonseca, de 17 anos, da turma 3º B, o momento teve um significado especial. “Eu gostei porque foi meu primeiro contato com a urna eletrônica e esse ano vou fazer 18 anos. Vai ser a minha primeira vez votando nas eleições de verdade”, disse.

Já Pedro Guedes de Araújo, de 16 anos, da turma 2º B, destacou a simplicidade do processo. “Foi bem fácil e intuitivo. Gostei bastante”, afirmou.

Formação para o futuro

Para a orientadora educacional do Cesfa, Renata de Lucena, o momento foi significativo para toda a comunidade escolar. “Hoje é um dia muito importante para a escola. Estamos recebendo o TRE-TO para nos ajudar a aprender mais sobre cidadania e democracia. Ter essa simulação com urnas eletrônicas aproxima os alunos da realidade das eleições”, afirmou.

Ela também destacou o papel ativo dos estudantes durante a atividade. “Na eleição de hoje, os alunos escolhem seus representantes de turma, que vão atuar ao longo de 2026 representando a comunidade escolar”, completou.

Entre perguntas, risadas e o som da urna, os estudantes saíram da atividade com algo a mais do que conhecimento, a sensação de que participar faz diferença, e de que a democracia também começa ali, no dia a dia.

Texto: Guilherme Paganotto (Ascom/TRE-TO)
Fotos: Carlos Eller (Ascom/TRE-TO)

Objetivo Estratégico

3 - Fomentar a educação política da sociedade

#ParaTodosVerem: A imagem mostra um auditório escolar cheio de estudantes, distribuídos entre as cadeiras e também nas arquibancadas superiores, atentos a uma palestra realizada no palco. À frente, o palestrante segura o microfone enquanto se dirige ao público, conduzindo o momento de aprendizado sobre cidadania e democracia. O ambiente é amplo, com iluminação adequada e estrutura preparada para eventos educativos, incluindo equipamentos de som e projeção. A cena evidencia a participação ativa dos alunos, muitos conversando entre si ou observando atentamente, refletindo um momento de interação e troca de conhecimento dentro da iniciativa que aproxima os jovens do processo eleitoral na prática.

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Endereço e telefones do tribunal.

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