Democracia Digital: combate à desinformação no processo eleitoral é debatido em talk show

Iniciativa contempla objetivos do Plano de Combate à Desinformação do TRE-TO

Iniciativa contempla objetivos do Plano de Combate à Desinformação do TRE-TO

“Como o combate à crescente onda de desinformação em relação ao novo Coronavírus pode ajudar para uma atuação mais estratégica e eficiente nas Eleições 2020?” Este foi o tema abordado no talk show do programa Democracia Digital, realizado na manhã desta terça-feira (30/06), com a participação virtual de mais de 100 pessoas.  O evento, idealizado pela Agência Lupa, Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) e Instituto Tecnologia e Equidade (IT&E) foi realizado no estado em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO).

Mediado pela jornalista Petria Chaves, o  bate-papo contou com a participação do diretor-geral do TRE-TO, Francisco Cardoso; do procurador regional Eleitoral, Álvaro Manzano; do secretário de Tecnologia da Informação do TRE-TO, Valdenir Júnior; do diretor tesoureiro da OAB/TO, Adwardys Vinhal; do diretor do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), Luciano Caparroz Pereira Santos; da representante  da Agência Lupa, Natália Leal; e do codiretor do Instituto Tecnologia e Equidade, Ariel Kogan.

Abrindo os debates, o diretor-geral do TRE-TO, Francisco Cardoso, frisou a relevância dos debates para o contexto atual e destacou as perspectivas para as eleições 2020. “A desinformação é um risco à democracia e, assim como nas eleições de 2018, as instituições têm percebido, durante esse período de pandemia, o quanto as informações falsas são prejudiciais. O TRE do Tocantins conta com um Plano de Combate à Desinformação, com base no programa nacional criado pelo TSE  e temos como objetivo ressaltar a verdadeira imagem da Justiça Eleitoral, mostrando que o processo é seguro e transparente”, afirmou. “Temos muito orgulho de trabalhar em prol da democracia, sabemos da relevância e qualidade do nosso trabalho e vamos cumpri-lo ainda melhor nas eleições 2020”, complementou o diretor-geral.

No contexto da transparência e segurança do processo eleitoral, o secretário de Tecnologia da Informação do TRE – TO, Valdenir Júnior, defendeu a importância das pessoas conhecerem mais a fundo o sistema eleitoral brasileiro. “O nosso sistema é fantástico, inovador e extremamente seguro. Todos aqui podem afirmar isso. O que vemos é a desinformação e falta de informação; muita gente não conhece o processo. Existem inúmeras formas de auditoria que podem verificar cada etapa do processo. O nosso sistema é um dos melhores do mundo”, ressaltou.

Os aspectos legais do processo eleitoral foram abordados pelo procurador da república Álvaro Manzano. Segundo ele, é preciso haver uma melhor regulamentação do meio virtual para que haja mais possibilidade da checagem das origens das informações e notícias. “Nunca tivemos tanto acesso à informação, seja de qualidade ou não. Hoje qualquer pessoa cria um blog ou um canal no YouTube. Ao mesmo tempo que democratizou o acesso à informação, a pulverização trouxe uma total falta de controle”, ponderou.

Representando a Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Tocantins, o advogado Adwardys Vinha trouxe um panorama histórico sobre o processo de desinformação no Brasil e o comportamento da sociedade diante de notícias falsas. “A questão histórica da desinformação chegou em um nível hoje em que nós temos um acesso muito rápido e fácil à informação, porém, esse processo coloca a pessoas a se portarem em uma posição de querer fomentar opiniões e divulgar fatos muitas vezes truncados. Então, essa velocidade e dinâmica da informação é o que é muito nocivo para o processo eleitoral”, avaliou.

Neste contexto, o diretor do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), Luciano Caparroz Pereira Santos, disse que a melhor forma de combater a desinformação é com informação. “Precisamos criar mecanismos para ajudar a população a se basear em uma boa informação”, disse.

Checagem

Uma das questões abordadas no combate a desinformação é a promoção da checagem. “As agências de checagem fazem um trabalho fundamental, abriram um caminho no mundo do jornalismo, mas, vamos precisar de muito mais pessoas para fazer essa checagem da informação. Cabe a nós nos capacitar para fazer uma triagem melhor e ainda dar a possibilidade às pessoas de elas mesmas fazerem essa pesquisa”, disse o codiretor do Instituto Tecnologia e Equidade, Ariel Kogan. Nesse mesmo sentido, a representante da Agência Lupa, Natália Leal, avaliou os desafios de se checar as informações dentro das plataformas de checagem.

Assista ao talk show

Sobre a iniciativa

O programa Democracia Digital tem como objetivo conscientizar, educar e ajudar no combate aos processos de desinformação em massa nas próximas eleições municipais. A ação nacional visa construir uma rede articulada e mobilizada para combater a desinformação no âmbito eleitoral e conta com a participação de públicos estratégicos e o apoio dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), organizações da sociedade civil, meios de comunicação independentes e cidadãos em todos os estados brasileiros. Além do talk show, uma oficina de checagem foi realizada pela Agência Lupa no período da tarde.

 

Lília Mara - ASCOM - TRE/TO

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